domingo, 1 de abril de 2018

MEMORIAL E IDENTIDADE




Texto Motivador: Lucas 23. 32 – 33 e 39 - 43
32 E também conduziram outros dois, que eram malfeitores, para com Ele serem mortos. 33 E, quando chegaram ao lugar chamado a “Caveira”, ali o crucificaram e aos malfeitores, um, à direita, e outro, à esquerda...
            
39 Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também. 40 Respondendo-lhe, porém, o outro, repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? 41 Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. 42 E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. 43 Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.

INTRODUÇÃO: Nesta semana estamos comemorando a Páscoa... Que segundo a Palavra Hebraica significa (Pêssarr) e tem como significado a palavra “passagem”...

No texto Bíblico de Êxodo 12. 26 - 27 nos lembra o por que temos que comemorar essa FESTA quando diz: E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este?
Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao SENHOR, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou.
            
É uma FESTA instituída por D-us como um memorial para que os filhos de Israel jamais se esquecessem que foram escravos no Egito, e que o próprio D-us os libertou com as Suas mãos poderosas, trazendo juízo sobre os deuses do Egito e sobre Faraó. 
            
Essa FESTA também tem a ver com um MEMORIAL E IDENTIDADE para lembrar os filhos de Israel que nunca se esquecesse quem foi, quem é e o que deve ser. Da mesma forma, todos os que são discípulos de Jesus Cristo O Mashiach (Cristo) são co-herdeiros e co-participantes das promessas e das alianças dadas por D-us a Israel, pois através do Evangelho que foram espalhados em ISRAEL e são parte do mesmo corpo (judeus e não-judeus).
Assim! Como sendo também da Família de D-us conforme o texto de Efesio 3. 6 que diz: O secreto é este: por meio do evangelho os não-judeus participam com os judeus das bênçãos divinas. Eles são membros do nosso corpo e participam da promessa que D-us fez por meio de Cristo Jesus. Da mesma forma, os ensinamentos deixados pelo Apostolo Paulo aos Coríntios que diz em I Co 5. 8: Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade. Os discípulos de Yeshua não-judeus podem e devem também celebrar este memorial... [1]

DESENVOLVIMENTO: O relato que lemos, estava num processo da Páscoa, ou seja, os judeus já estavam entrando no processo das comemorações da FESTA de Páscoa...
            
E foi exatamente, numa semana de Páscoa que Jesus Cristo foi traído, humilhado, vendido, espancado, questionado, açoitado e até mesmo esquecido por aqueles que o seguiam e foram direto ou indiretamente Seus discípulos... Ao lermos a Palavra de D-us, percebemos que não foi uma semana fácil... Pois, um dos Seus discípulos iria Trai-Lo... Outro, iria Nega-Lo e os outros iriam se espalharem e outros se escondenderem. Ou seja, Jesus Cristo, ficaria sozinho naquele momento. Pois, os discípulos sabiam que a morte de Cruz era a mais cruel e covarde que um cidadão daquela época poderia sofrer.
            
Sendo assim, Jesus Cristo! Não quebrou princípios ao aceitar o desafio de cumprir, tudo aquilo que estava sobre a Sua responsabilidade de fazer, que era de salvar toda a humanidade e levanto sobre Ele todos os nossos pecados.
            
PRESTE ATENÇÃO: Que mesmo com a Traição de Judas, a negação de Pedro e os outros fugindo e escondendo por aquela região, Jesus! Não deixou de Ama-los e mesmo num processo de dor e sofrimento, ainda mostrou muito amor por eles e por toda humanidade.
            
Infelizmente muitos de nós estamos traindo e negando a Jesus Cristo nos nossos atos e discursos.... Negociamos demais a Sua Presença por coisas banais e estamos deixando de cumprir nossos propósitos que é expandir o Reino de D-us neste mundo e salva-las e batiza-las no Nome do Pai, do Filho (Jesus Cristo) e do Espirito Santo.
            
Aí! Me chamou a atenção o texto que lemos que fala dos dois ladrões que foram crucificados juntos com Cristo no texto de Lucas 23. Olha que interessante! Momentos antes, alguns discípulos estavam discutindo quem iria sentar na Gloria ao lado direito e do lado esquerdo de Jesus Cristo e naquele exato momento, Ele estava sendo crucificado com dois malfeitores que tem muito a nos ensinar e prestar atenção na nossa caminhada de fé dentro e fora da Igreja de Cristo.
            
No Vers. 39 diz: Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também: Blasfemar e ser mal falado e caluniado por alguém. Esse malfeitor, esse ladrão... Estava numa situação ao qual, ele estava num momento perigoso da sua vida e mesmo assim, não se rende e não se arrepende de seus pecados diante D`aquele que poderia mudar a sua sorte e o seu destino. Prefere zombar e continuar com a sua prepotência diante daquele que ele mesmo chamou de “Cristo”...  
            
Os Vers. 40 ao 42 nos mostra outra realidade daquela situação:  Respondendo-lhe, porém, o outro, repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? 41 Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. 42 E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino:

            
Um dos atos mais belo da Palavra de D-us é a atitude de amor e respeito que esse malfeitor teve para com o Nosso Senhor. Esse malfeitor, defendeu a honra de Cristo Jesus e reconheceu seus erros e sabia que o caminho que escolheu era de morte. Porém! Reconheceu seu erro e pediu perdão.
            
Existe um ditado popular que diz: Aqui se faz e aqui se paga.
            
Mas, esse homem! Ficou marcado na história, por causa da sua nobreza ao Reconhecer que Jesus Cristo nada fez para merecer aquilo e até mesmo, sendo um ladrão, um homem que talvez, prejudicou muitas pessoas, e repreendeu seu companheiro.
            
Isto é! Ele defendeu a HONRA de Cristo Jesus... E ainda! Pediu algo Poderoso a Jesus Cristo pedindo para o Senhor lembrar dele quando vieres no Teu reino.
            
E por último! O Vers. 43 que nos mostra Jesus lhe respondendo: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso... Repitam comigo: É preciso, ter fé, coragem e sabedoria... Para, seguir a Cristo Jesus... Esse ladrão! Foi o primeiro a ser salvo e entrar no Paraiso com Cristo.
            
Esse ladrão, assim, como muitas pessoas não fez milagre, não ressuscitou mortos, não salvou ninguém... Mas, uma coisa ele fez: RECONHECEU A CRISTO JESUS COMO SEU SALVADOR.

CONCLUSÃO: Que essa passagem da Páscoa, nos mostra algo poderoso da parte de D-us... Lembra-se! Da onde D-us de tirou... E onde Ele deseja de colocar. Lembra-se! Nós éramos escravos do mundo, do pecado e da ignorância... Hoje! Somos libertos e remidos pelo Sangue de Jesus Cristo.
            
Esse texto! Nos mostra o Poder Salvífico de Jesus Cristo, ou seja, a Salvação através da Cruz do Calvário, que era um lugar de morte e terror e naquele lugar... Tudo que fazia separação entre nós e D-us foi rasgado e Cristo nos regenerou, isto é, nos corrigiu, restaurou, renovou e revivificou para que todos aqueles que Nele Crê sejam Salvos e Libertos conforme o Texto de João 3. 15 que diz: Para que todos que Nele (Jesus Cristo) Crê não venha perecer... Mas, tenha vida eterna.
            
Volto a repeti... O Meu Herói é Jesus Cristo! Morreu naquela Cruz, perdoando um ladrão e salvando o outro.
            
E esse Memorial que aconteceu na semana da Páscoa Judaica... Também, venha lembrar os Cristãos de hoje, que existe um D-us, que através do Seu Filho Jesus Cristo e também pela Ação do Espirito Santo, nos tirou das trevas e nos colocou no caminho da Luz.
            
OLHA SÓ: A mensagem da Cruz tem Poder não por causa do pregador que sou “eu”, mas por causa daquele que foi pregado nela... “Jesus Cristo de Nazaré”. (Apostolo Milton Ebenezer)
            
PRESTE ATENÇÃO NAS PROMESSAS QUE LI ESSA SEMANA... Jesus Cristo disse que viria e veio. Disse que morreria e morreu... Ele também disse, que ressuscitaria, ressuscitou... E disse ainda! Que voltaria e agora é só esperar a promessa se cumprir.
            
Que D-us nos abençoe grandemente em Nome de Jesus Cristo...



[1] http://ensinandodesiao.org.br – Acesso em 31 de Março de 2018.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

A PALAVRA DE DEUS NOS DAR PROTEÇÃO



Texto Motivador: 1 Reis 3. 16 – 28
Então vieram duas mulheres prostitutas ao rei, e se puseram perante ele. E disse-lhe uma das mulheres: Ah! senhor meu, eu e esta mulher moramos numa casa; e tive um filho, estando com ela naquela casa. E sucedeu que, ao terceiro dia, depois do meu parto, teve um filho também esta mulher; estávamos juntas; nenhum estranho estava conosco na casa; somente nós duas naquela casa. E de noite morreu o filho desta mulher, porquanto se deitara sobre ele. E levantou-se à meia-noite, e tirou o meu filho do meu lado, enquanto dormia a tua serva, e o deitou no seu seio; e a seu filho morto deitou no meu seio. E, levantando-me eu pela manhã, para dar de mamar a meu filho, eis que estava morto; mas, atentando pela manhã para ele, eis que não era meu filho, que eu havia tido. Então disse a outra mulher: Não, mas o vivo é meu filho, e teu filho o morto. Porém esta disse: Não, por certo, o morto é teu filho, e meu filho o vivo. Assim falaram perante o rei. Então disse o rei: Esta diz: Este que vive é meu filho, e teu filho o morto; e esta outra diz: Não, por certo, o morto é teu filho e meu filho o vivo. Disse mais o rei: Trazei-me uma espada. E trouxeram uma espada diante do rei. E disse o rei: Dividi em duas partes o menino vivo; e dai metade a uma, e metade a outra. Mas a mulher, cujo filho era o vivo, falou ao rei (porque as suas entranhas se lhe enterneceram por seu filho), e disse: Ah! senhor meu, dai-lhe o menino vivo, e de modo nenhum o mateis. Porém a outra dizia: Nem teu nem meu seja; dividi-o. Então respondeu o rei, e disse: Dai a esta o menino vivo, e de maneira nenhuma o mateis, porque esta é sua mãe. E todo o Israel ouviu o juízo que havia dado o rei, e temeu ao rei; porque viram que havia nele a sabedoria de Deus, para fazer justiça.

INTRODUÇÃO: Semana passada! Falamos de um D-us que é justiça e julga a nossa causa. Essa semana, vamos falar de um homem, que segundo o conhecimento Bíblico, foi o homem mais rico e mais sábio desse mundo. Seu nome é Salomão, filho de Davi e rei de Israel.

DESENVOLVIMENTO: Neste mesmo capitulo que lemos... Percebemos que Salomão foi a cidade de Gibeom (Gibeão = Cidade do Monte) que era uma cidade levítica de Benjamim (Bíblia Strong Eletronica) e nesta cidade, depois de ter sacrificado mil holocausto naquele dia, o próprio D-us apareceu para ele em sonhos e disse: Pede o que queres que eu te dê. (Conforme o texto de 1 Reis 3. 5).

Salomão naquele momento abre o coração (mesmo em sonhos) para D-us e o lembra das promessas ao qual o próprio D-us fez com Davi seu pai. Se estivesse alguém que caminhasse nos caminhos d`Ele, o Trono sempre seria ocupado por alguém da descendência de Davi...

Mas, como todo chamado, tem em primeiro lugar uma negação e um questionamento disse para D-us: sou apenas um menino pequeno; não sei como sair, nem como entrar. E teu servo está no meio do teu povo que elegeste; povo grande, que nem se pode contar, nem numerar, pela sua multidão. A teu servo, pois, dá um coração entendido para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; porque quem poderia julgar a este teu tão grande povo? (Conforme 1 Reis 3. 7 – 9)

Depois que D-us... Sondou o “coração de Salomão” em sonhos e naquela nesta noite, o próprio D-us liberou sobre ele a “unção do dis-cer-ni-men-to” que segundo o nosso dicionário tem a ver com a capacidade de compreender situações, de separar o certo do errado. Além de saber avaliar as coisas com bom senso e clareza (https://www.google.com.br).

PRESTE ATENÇÃO! Depois que Salomão recebeu essa “unção”... Percebeu que era sonho e ainda não tinha conhecimento que já tinha recebido. Logo depois, que saiu novamente para fazer holocausto ao SENHOR, voltando se viu numa situação i-nu-si-ta-da.

Duas mulheres prostitutas, ganharam seus filhos quase no mesmo período e ainda por cima, moravam juntas... Só que, houve uma fatalidade naquela casa. Uma das crianças veio a morre, pois, segundo a acusadora, essa mulher deitou sobre o seu filho que veio a falecer.

Porém, ao perceber que seu filho estava morto, numa ação desesperada, tomou para si o filho da outra mulher e começou a tratar como seu filho.

Chegou um determinado momento que começou a haver uma grande discursão sobre de quem era de verdade o bebe.

LEMBRA-SE: Salomão tinha acabado de receber a “unção de dis-cer-ni-men-to” da parte de D-us e logo de cara já pega uma causa dessa, que na minha opinião era muito difícil. Uma vez que, se tratava de uma mãe que viu seu filho numa situação de perigo de vida, do outro lado, uma mulher que acabou de perder seu filho e estava num momento de “pico de Surto Psicótico que é quando um episódio de desorganização da representação da realidade ao qual a pessoa estava vivendo(https://pt.wikipedia.org) ou seja, essa mulher entrou num mundo ao qual não era a sua realidade, uma vez que, a criança não era seu filh. E a criança que estava vulnerável e estava correndo risco de vida.

Porém, existe uma frase que diz o seguinte: Saber ouvir quase que é responder.  (Pierre Marivaux) e Salomão ouviu as duas... E tomou uma decisão que aos olhos humanos poderia ser uma tragédia.

Salomão pediu uma espada e disse que: Trazei-me uma espada. E trouxeram uma espada diante do rei. E disse o rei: Dividi em duas partes o menino vivo; e dai metade a uma, e metade a outra.


Olha o que nos diz o texto de Hebreus 4. 12: Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.

Neste exato momento foi revelado algo poderoso no mundo espiritual... Onde que, diante de D-us toda mentira, complô e retaliação espiritual e física cai por Terra... A mulher que gerou a criança no seu ventre... Deu um grito e disse que não precisava fazer aquilo e poderia deixar a criança viva e que ficasse com a mulher que estava alegando que era dela.

Já a outra, desejou que Salomão verdadeiramente cortasse a criança, pois, assim nem ela e nem a outra teriam a criança viva em seus braços. Então! Quem era a mãe? A primeira ou a segunda.

Claro que é a primeira que por ter gerado a criança, se viu numa situação muito difícil ao perceber que aquela criança iria sofrer uma sentença tão grave que era a sua morte.

Salomão ao perceber as atitudes de ambas.... Automaticamente viu quem era mãe de verdade e entregou a criança a mãe legitima.

Sendo Assim! O que esse sermão tem para nos ensinar?

Em Mateus  5. 6 diz: Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos. Muitas vezes, pessoas vão tentar roubar aquilo que é nosso. Mas, temos que acreditar num D-us que entra na nossa peleja e Ele vai entrar com providencia. Então! Assim como essa mãe, vai aos pés do Reis dos reis e conte sua causa que tem de tirado a paz.

Já em Deuteronômio 32. 4 comenta: É D-us Fiel, que não comete erros; justo e reto Ele é. Mesmo que demore um pouco, D-us entrar na sua causa... Confie sempre, pois, Ele não erra e a Sua Palavra é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração conforme já aprendemos aqui neste sermão. Preste atenção! Para essa mãe pode ter sido algumas horas só... Mas, que apareceu uma eternidade devido a toda situação que aquilo foi gerado.

Para finalizar! No livro de Salmos 11. 7 nos deixa claro quando revela que: O SENHOR é justo e ama a justiça; os retos verão a sua face... O Espirito de D-us estava sobre Salomão, que na sua primeira causa, pega uma situação tão difícil... Mas, com a ajuda de D-us soube resolver de uma forma extraordinária ao ponto de todo o Israel ouvir o juízo que havia dado Salomão, e temeram a Salomão que já estava reinando naquela nação em lugar de seu pai Davi; porque viram que havia nele a sabedoria de D - us, para fazer justiça.

Assim! Declaro nesta noite que D-us vai entrar na nossa causa e acabar com essa situação de angustia e dor que pode estar tentando nos paralisar ou tirar a nossa paz, seja ela no mundo espiritual ou físico.

PRESTE ATENÇÃO MAIS UMA VEZ: A Palavra de D-us é a única que pode nos trazer sabedoria a nossa vida, esperança para nossa família e a proteção de uma glória eterna. (César Castellanos)

Então! Venha até o Altar e deixa D-us julgar a sua causa neste noite... Pois, tudo aquilo que você gerou, seja no mundo físico ou espiritual, o diabo não vai tomar. Creia e viva a Palavra de D-us que é vida e   traz a Paz... E libero sobre a sua vida: Sede fortalecidos no Senhor e na força do Seu Poder. (Conforme Efésios . 6. 10).

Que D-us os abençoem grandemente em Nome de Jesus Cristo.

Do seu Pastor e amigo!

Anderson Magno - 24 de Janeiro de 2018

domingo, 18 de fevereiro de 2018

ASAS OU RAÍZES



Texto Motivador: Lucas 15. 11 – 31
INTRODUÇÃO: Já ouvimos muitas coisas sobre esse texto... Hoje! Não será diferente. Pois, o texto que acabamos de ler, vai nos dar uma direção em algo poderoso nesta noite.
Hoje vamos aprender a diferença de termos asas e raízes...
DESENVOLVIMENTO: Esse texto nos mostra, que um homem tinha dois filhos. O mais novo, desejou um dia ter asas... Ele queria voar e conhecer o mundo de tão forma que não se importou em pedir antecipado seus bens para o pai.
Que segundo o texto, o pai o entregou tudo aquilo que era seu. Porém, o texto mostra que esse filho mais novo, já com o dinheiro e os bens, mas mãos, ainda ficou na casa do seu.
Agora! Imagina você, desejar sair de casa, com dinheiro no bolso e com idade para curtir sua vida e ainda ficar naquele lugar ao qual você não deseja mais.
Situação difícil essa.
Porém, o texto mostra que esse jovem saiu e viveu a sua vida de maneira louca e sem direcionamento que o amanhã não existia. O tema dele era: Viva o hoje intensamente.
Ter asas é assim... Pois, com asas!Podemos escolher onde queremos pousar, então, ficar em algum lugar ou condição passa a ser uma opção e não a falta de opção. (Marcelo de Elias)
Entretando! Observa que esse filho com asas voou e mesmo com asas e com dinheiro, ele foi parar num chiqueiro. Que segundo o costume Judaico, era algo indigesto e tratar de porcos era algo absurdo, humilhante, rebaixava a pessoa... E ninguém queria.
PRESTE ATENÇÃO: A situação daquele jovem era tão feia que na hora da fome, a pessoa que estava trabalhando naquele chiqueiro, junto com esse jovem, preferiu dar comida para os porcos em vez dele.
Isso mostra a grande realidade de muitos que estão saindo da casa de D-us hoje... Vivem uma vida de desgraça, tristeza, angustia desprezo e solidão. Pois, a vida é assim... Na dificuldade as pessoas se unem e na grande dificuldade as pessoas se afastam. Instabilidade emocional acaba com a pessoa.
Então! Aprendemos aqui que: Viver fora da vontade de D`us e como tratar de porcos.
O filho mais velho... Já tinha raízes. Decidiu ficar na casa do seu pai e ficar ali fazendo seus afazeres. Porém, a motivação dele estava fora dos princípios e da honra.
Observa que no texto! Que o jovem decidiu voltar para da casa pai que lá, até os empregados tinham uma vida melhor... E quando ele chegou! O pai preparou uma grande festa e preparou um novilho.
O jovem estava com a cabeça no mundo... O mais velho! Com a cabeça no novilho, pois, olha o que ele explica para o pai: “Faz tantos anos que sirvo o senhor e nunca transgredi um mandamento seu. Mas o senhor nunca me deu um cabrito sequer para fazer uma festa com os meus amigos. Mas, quando veio esse seu filho, que sumiu com os bens do senhor, gastando tudo com prostitutas, o senhor mandou matar o bezerro gordo para ele!”
O nível espiritual que esse homem estava vivendo era de desonra... E não de fidelidade.
Muitos filhos de D`us são assim... Só desejam está na Casa d`Ele por interesse e não por honra.
CONCLUSÃO: A vida é uma constante tentativa de escolha entre ter raízes ou ter asas. (Guilherme Esteves)... A diferença aqui! Entre o filho mais novo e o filho mais velho era a decisão.

O filho mais velho... Ao falar do seu irmão mais novo para o pai, ele diz: esse seu filho.

Nesta casa entrou o desprezo... E toda vez que entra o desprezo na casa, algo ruim acontece. Já que esse filho mais velho nos mostra que ele se afastou, que o seu semblante mudou e a murmuração estava em seus lábios.

Já o filho mais novo, nos mostra que num momento de lucidez, ele deseja voltar para casa do seu pai e ser tratado como um dos empregados, diferente do seu irmão que ficou com motivações erradas e queria que pelo menos um novilho fosse morto para comemorar com seus amigos.

Qual é a sua motivação para estar na Casa de D`us?

Os dois filhos desprezaram o Pai... Mas, uma atitude muda tudo.

Mas, neste mesmo texto... Observamos o “Pai” acalmando seu filho mais velho e disse: “Meu filho, você está sempre comigo; tudo o que eu tenho é seu. Mas era preciso festejar e alegrar-se, porque este seu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.”
Muitas vezes... Pais e mães carnais e espirituais, muitas vezes, tem que acalmar conflitos familiares ao qual precisa ser resolvida. A diferença é! Com qual sabedoria vamos agir numa situação de conflito.

Três lições tiramos aqui:

Quando te derem asas... Voa com cuidado, pois, talvez possam pousar em chiqueiros.

Raízes! Sem profundidade... Não gera vida, não gera frutos e pode causar a morte.

Cuidado com o desprezo: Pois, tudo que desprezamos! Podemos perder.

O dinheiro ou os bens neste texto não mudou o caráter dos dois irmãos e muito menos do pai... O dinheiro ou os bens só revelou quem eles eram de verdade. Ou seja, o desejo de ganhar coisas potencializou o caráter dos filhos e o caráter do pai. 
           
O filho mais novo... Queria gastar tudo que era seu.

O mais velho... A vaidade de ser reconhecido e de receber honrarias.

O pai...Que sabe que tudo que ele fez, foi para seus filhos e mesmo perdendo uma parte dos seus bens, colocou o “amor e o cuidado” com eles acima de qualquer coisa.

Esse texto nos faz ter um nível profundo de reflexão e analisar sobre ter asas ou raízes.

Entretanto... O que vamos fazer com elas que é importante.

Onde está o seu coração?

Qual desses três personagens você se identifica?

Olha o que disse Salomão em Provérbios 30. 7 – 9: Eu te peço, ó Deus, que me dês duas coisas antes de eu morrer: não me deixes mentir e não me deixes ficar nem rico nem pobre. Dá-me somente o alimento que preciso para viver. Porque, se eu tiver mais do que o necessário, poderei dizer que não preciso de ti. E, se eu ficar pobre, poderei roubar e assim envergonharei o teu nome, ó meu Dos.

Às vezes, não sabemos lidar com os bens ou as bênçãos que adquirimos ou recebemos na casa que estamos. O nível da desonra muitas vezes podem nos levar para caminhos perigosos e se não tivermos vontade de arrumar as coisas ou de reconhecer os nossos erros, podemos morrer no físico, emocional e espiritual.

O diferencial do filho mais novo que ele teve força para voltar e desejou servir seu pai.
Já o irmão mais velho... Desejou se afastar e não aceitar a honraria que aquele pai estava preparando e fazendo para o seu irmão.

Já o pai... Preferiu reconciliar e mostrar aquilo que os uniam em vez daquilo que os separavam.

D`us nesta noite está nos pedindo um momento de reflexão e analise pessoal da nossa vida. O que pode está tentando roubar a presença de D`us em nossas vida.

Será que é a vontade de conhecer o mundo?

Será que é a vontade de ser reconhecido e ganhar honras? 

Será que é a vontade de voar... Mas, sem ter ainda a noção de onde quer pousar?

Será que é a vontade de pedir a herança antecipada?

Que D`us venha nos dar clareza e entendimento dessa palavra... Que possamos analisar a nossa vida e intimidade com Ele neste lugar e que acima de tudo, Ele venha soldar o nosso “coração” para saber o nível de fidelidade que desejamos caminhar com Ele.

Que o Eterno nos abençoe grandemente em Nome de Jesus Cristo... Amém e amém.
           
           
           

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

SIM, EU SOU TUTOR DO MEU IRMÃO! - Uma reflexão sobre o cuidado com o outro




Texto Motivador: Gênesis 4.8 - 10 (JFA-ERAB):

            8 Disse Caim a Abel, seu irmão: Vamos ao campo. Estando eles no campo, sucedeu que se levantou Caim contra Abel, seu irmão, e o matou. 9 Disse o SE-NHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: Não sei; acaso, sou eu tutor de meu irmão? 10 E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão clama da terra a mim.

Mahatma Gandhi  um dia disse: “Respeito o Cristo dos Cristãos, mas desprezo o cristianismo deles.” Essa foi a frase dita por ele, a respeito do cristianismo praticado pelos colonizadores cristãos que tanto espoliaram e escravizaram em seu empreendimento colonialista na Índia.

De fato, temos que admitir que um cristianismo que seja indiferente ao sofrimento do próximo não merece respeito; um cristianismo, ou mesmo uma religião, que seja conivente com a opressão e o assassinato desumano do seu irmão, do seu próximo, é absolutamente desprezível.

O texto de Gênesis 4 talvez possa nos dar alguma ajuda para tratarmos dessa questão. O episódio narrativo de Caim e Abel se insere no contexto do conflito histórico entre os pecuaristas nômades e os agricultores sedentários do antigo Oriente Médio... Enquanto os pastores precisavam caminhar livremente pelas terras circunvizinhas em busca de pastagem e água, os agricultores tendiam a privatizar a propriedade e a expulsar quem as invadisse... Na perspectiva bíblica, Deus aceita (hebr. sha’ah = respeita, considera) o sacrifício dos pastores proscritos, e rejeita (não respeita, não considera) a oferta dos agricultores egoístas que expulsam seus irmãos pecuaristas da terra.

Esse é o palco do episódio narrativo que culmina com a tragédia do assassinato de Abel por seu irmão Caim. Na narrativa, um termo chama a atenção: “tutor”. O substantivo “tutor” aparece em, pelo menos, duas passagens bíblicas – uma no AT, neste trecho de Gênesis 4 (v.9); e outra no NT, em Gálatas 4. 2 que diz: No entanto, está sujeito a tutores e administradores até o tempo determinado por seu pai... Em Gálatas o termo é usado no seu sentido forense/jurídico, significando aquele que protege, ampara, dirige ou o defensor de alguém, principalmente no período em que esse alguém é considerado incapaz de responder por si próprio.

Já, em Gênesis “tutor” é usado no sentido agrícola... (lembremo-nos que Caim era lavrador – cf. v.2), significando “estaca ou vara fincada no solo para amparar e sustentar uma planta cujo caule é flexível ou demasiado débil” (cf. Dicionário Michaelis).
Hoje, me parece que a concepção que devemos ter em mente não é a de Gálatas, mas a de Gênesis. Assim, gostaria de propor que, por oposição, podemos aprender, com a história de Caim e Abel, que suportes um/a tutor/a deve oferecer para seu irmão, para sua irmã.

O primeiro suporte que um/a tutor/a deve oferecer é a sinceridade (versus a Falsidade de Caim): Caim parece gentil, amável e interessado quando convida seu irmão (’ach): “— Vamos ao campo” (v. 8a) [no original, conversam, quando estavam no campo]. Sabemos que as intenções de Caim não eram as melhores, por isso sabemos também que seu convite é falso e hipócrita.

Todos/as temos “amigos” como Caim que nos chegam sorrindo, cheios de gentilezas, mas que atrás estão escondendo um punhal. Ora, um tutor deve, ao contrário, ser absolutamente sincero (do latim sin+cere = sem cera). No Teatro da Antigüidade, era prática comum os atores usarem máscaras de cera para representar. O teatro é representado por duas máscaras: uma sorrindo e outro chorando. Daqui deduzimos que uma pessoa sincera é aquela que não usa máscaras: não emite sorrisos forçados nem “lágrimas de crocodilo”.

Devemos, portanto, assumir um compromisso em nosso grupo de tutoria: aqui ninguém será obrigado a representar. Aqui podemos ser autênticos, e ninguém será reprovado por isso. Podemos nos alegrar com os que estiverem alegres, e poderemos chorar com os que estiverem tristes. Ninguém precisa esconder seus sentimentos, sejam eles de contentamento ou de pesar.

Além da sinceridade, o/a tutor/a deve ainda oferecer um segundo suporte, o da lealdade (versus a Deslealdade – traição – de Caim): Caim trai terrivelmente a confiança do irmão que aceita o convite para passear com ele no campo. Em lugar de desfrutar de alegres momentos de lazer, Abel foi vítima de uma traição cruel e fatal (v. 8b): Caim “se levanta” (quwm = colocar-se acima, sobrepujar) violentamente contra Abel.

Todos já passamos pela experiência de sermos traídos por algum amigo ou amiga. E essa é uma experiência que provoca a morte de muitas amizades. Um tutor, ao contrário, deve ser extremamente leal. Jamais agirá pelas costas. Jamais trairá voluntariamente a confiança de seu irmão ou de sua irmã. Pois, o nosso compromisso “ é “ ético, portanto, implicará em lealdade com as pessoas... Principalmente na Igreja e nas células. Não teremos o direito de falar ou agir “pelas costas” uns dos outros, umas das outras. O que tivermos que tratar ou resolver, deverá ser feito aberta e francamente.


Mas não basta ser sincero e leal se o/a tutor/a não oferecer o terceiro suporte, a solidariedade (versus a Indiferença de Caim): Quando perguntado por Deus sobre o seu irmão, Caim respondeu: “— Não sei: acaso sou eu tutor (shamar) de meu irmão?” (v. 9). Eis aí a semente da indiferença para com o próximo que tanto indignava Gandhi.

“Não tenho nada com isso”. “Não estou nem aí”. “E eu com isso?” São todas expressões correntes na experiência cotidiana de todos nós... Que não temos nada a ver com as coisas e com as pessoas.

O tutor seria, então, aquele que é solidário. Aprendemos que o amor de Deus por nós (e que ele espera de nós) é mais do que o amor físico (que depende de nossas qualidades estéticas), e mais do que o amor fraterno (que depende de nossas qualidades morais), aprendemos que o amor de Deus é a completa so-li-da-ri-e-da-de (que é gratuita e incondicional). Não o amor de quem tira, mas o daquele que dá a vida pelo/a seu/ua irmão/ã e não fere, não mata, não esquece e não ajuda.

Não basta ser sincero, e não ser desleal, é preciso ser so-li-dá-ri-o: isto é, amar concretamente.

Concluindo esse sermão: O texto de Gênesis que nos inspira termina por nos mostrar que Deus é o Tutor dos tutores. Ele é o nosso sustento. A sua sinceridade, lealdade e so-li-da-ri-e-da-de é tal que ele ouve até a voz dos que já não têm mais voz:

“E disse Deus: Que fizeste? A voz (qowl = grito) do sangue de teu irmão clama da terra a mim” (v. 10).

Não, é por acaso que somos mesmo apoio e suporte, tutores e tutoras de nossos irmãos e irmãs! [1]

Que a nossa Igreja caminhe com fidelidade e honra primeiramente com Deus e depois com o próximo... Já que o texto de 1 João 4. 20 nos diz: Se alguém declarar: “Eu amo a Deus!”, porém odiar a seu irmão, é mentiroso, porquanto quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não enxerga. 

Vamos pensar nisso e viver um ano diferente em 2018 que venha com cuidado e respeito...

Esse artigo é do Pastor e Professor Luiz Carlos Ramos que durante muitos anos nos ensinou a importância do cuidado com o próximo respaldada com a Palavra de Deus.


[1] http://portal.metodista.br – Acesso em 13 de fevereiro de 2018.