terça-feira, 1 de novembro de 2011

“PALAVRA E ORGULHO”


IGREJA METODISTA EM CAIEIRAS, 30 DE OUTUBRO 2011

Texto Motivador: Mateus 23. 1 – 12

Jesus como sempre, conhecia os corações daqueles que Lhe questionavam e faziam perguntas inúteis ao seu respeito e também sobre o Reino de Deus. Nesta passagem não foi diferente. Pois Jesus relembrou seus discípulos e seguidores sobre os lideres da época. “Os escribas eram pessoas que se denominavam doutores e mestres e também os fariseus que foram pessoas que faziam as leis sendo que muitas delas eram de benefícios próprios. Sendo que eles mesmos se consideravam santos, pois se achavam a verdadeira comunidade de Israel[1].  
As tradições dos fariseus, bem como à interpretação e aplicação das suas leis, tornaram-se para eles tão importantes quanto a Lei de Deus. As leis farisaicas não eram totalmente más, algumas eram até benéficas, mas problemas surgiram quando lideres religioso, sustentavam a idéia da que as leis elaboradas por homens eram iguais às criadas por Deus. Eles recomendavam a todos que obedecessem as suas leis , porém eles mesmos não as respeitavam, obedeciam às leis não para honrar a Deus, mas para terem uma aparência de homens justos. Jesus geralmente não condenou o que os fariseus ensinavam, mas sim a hipocrisia deles [2] e também seus orgulhos.
            Então, observando os comportamentos desses lideres, falou para aqueles e aquelas que lhe ouviam o seguinte “Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem” (Mateus 23. 3). Percebo aqui que Jesus, respeitava esses lideres como religiosos, pois eram pessoas que diretamente cuidavam da parte religiosa do povo, mas Ele (Jesus) não acreditava nas suas atitudes. Pois falava sobre as leis, ensinava e escrevia, mas no fundo não se comportava como tal. Fazendo então Jesus, mostrar mais uma vez sua sabedoria e entendimento do Reino de Deus para o povo.
            Primeiro avisando e alertando sobre os comportamentos desses lideres que era de jogar responsabilidades sobre o povo. Trazendo uma simbologia de fardo pesado.
Às vezes amados e amadas, como liderança de uma comunidade de fé ou não, temos certas atitudes com os nossos membros e liderados, de colocar responsabilidades e mais responsabilidades em cima deles ou delas.
            Às vezes pedimos uma santidade que nem mesmo conseguimos cumprir. E isso Jesus observou naqueles lideres e questionou sobre isso. Mostrando que, nem para ajudar uma pessoa carregar seu fardo eles serviam.
Assim às vezes somos nós. Sujeitamos que as pessoas vivem e pratiquem boas ações e tenham comportamento exemplar uns para com os outros. Mas as nossas atitudes nem sempre é o que falamos para eles ou elas.
            Segundo, eles gostavam de ser vistos e adorados. Quando queriam mais destaque colocavam o filactérios que eram pequenos estojos que encerravam frases importantes da lei e que os judeus traziam presos nos braços ou testa, procurando cumprir materialmente o prescrito em Êxodo 13. 9 – 16.  [3] E também as franjas: borlas presas às extremidades do manto conforme em Números 15. 38 [4].
            Hoje trazendo para a nossa realidade, é como se fosse a nossa Bíblia de estudo pessoal. Geralmente, elas costumam ser grandes e pesadas. Sendo que algumas deles explicam versículos por versículos, nos ajudando a entender certas passagens da Bíblia que poderiam passar despercebido aos nossos olhos e também pela falta de entendimento das culturas praticadas na época.
            Mas voltando ao texto, Jesus olhava esses comportamentos e percebia a falta de amor e respeito para com o próximo. Pois eles queriam ser visto como santos. Mas no fundo queriam ser observados e admirados pelos outros.
            Grandes textos religiosos e grandes pingentes nas suas roupas, tudo isso para ser admirados como lideres e também religiosos exemplar. Portanto, Jesus chama atenção para essas atitudes e podemos interpretar assim: Jesus expôs novamente a atitude hipócrita dos lideres religiosos, que conheciam as Escrituras, mas não viviam de acordo com elas. Não se preocupavam em ser santos, apenas em aparecer santos, a fim de serem admirados e louvados pelo povo[5]. Mas será que conhecemos líderes assim? Talvez eu e você entrássemos nesta lista.
Ai cabe a cada um de nós refletirmos e de fazer uma auto-análise. Ou seja, fazer um conjunto de esforços sistemáticos de nós mesmo visando à compreensão da nossa própria personalidade, sem recorrer à ajuda de outro [6].
            Existe algo em nós que precisa ser mudado? Ser moldado? Ser transformado? Ser tirado? Ser ensinado? Ficam essas perguntas para nossa reflexão pessoal.
            Atualmente, assim como fariseus, muitas pessoas afirmam conhecer a Bíblia, mas não permitem que a Palavra de Deus modifique a sua vida. Afirmam seguir a Jesus, mas não vivem de acordo com os seus padrões de amor. Devemos assegurar – nos de que nossos atos estão de acordo com a nossa crença[7] e também com a vontade de Deus. Sabemos que não é fácil compreender certas leituras e principalmente sermões doutrinários, como no caso desse texto que nos chama atenção tanto para as lideranças das igrejas como a nossa própria dentro e fora do contexto religioso.
            Mas precisamos disso. Pois podemos fazer uma análise da nossa vida, podendo assim até mesmo ter um renovo espiritual e doutrinário da nossa fé e crença.
            Terceiro esses lideres queriam destaques. Precisavam ser vistos e talvez ouvidos para mostrar as suas posições e principalmente de ser reconhecidos como mestres. Que nesta época, era um belo reconhecimento pela comunidade. Por que trazia respeito e status sociais e econômicos. Porém as pessoas desejam alcançar posições de liderança não apenas nos negócios seculares, mas também nas igrejas. É muito perigoso quando o amor a uma posição se torna maior do que a lealdade a Deus. Foi isso que aconteceu com os fariseus e doutores da lei. Jesus não é contra todas as lideranças, e contra aqueles ou aquela que apenas se serve a si mesmo, e não aos outros. Precisamos de líderes que sejam verdadeiros cristãos [8]. Para ai sim! Ver a unção e o amor de Deus agindo na sua vida e também na sua comunidade.
            Portanto amados/as, não vamos deixar o Amor de Deus acabar em nós. Vamos ficar espertos e alertas para que Ele, através dessa mensagem quer nos dizer. Pois a humildade e a lealdade a Ele estão acima de tudo. Pois Ele é o nosso MAIOR LÍDER e o NOSSO MAIOR MESTRE.
            Jesus sempre se preocupou com as nossas atitudes referentes às outras pessoas. Mas sempre que podia, lembrava sobre as atitudes desses lideres e religiosos e neste texto não foi diferente.
Nossas atitudes, tem que causar transformações naqueles e naquelas que precisam e querem ouvir de Deus, ouvir sobre Jesus Cristo e descobrir os Dons que o Espírito Santo pode nos conceder. Por isso, tomamos cuidado com as nossas grandezas que neste caso são as nobrezas de sentimentos [9] dentro e fora das nossas igrejas.
Sejamos humildes que neste caso é de pouca importância ou brilho; sem realce; apagado, despretensioso, simples, sóbrio[10]. Vamos servir em fez de querer ser servido, assim como foi com Jesus Cristo, nosso maior exemplo de HUMILDADE EM LIDERANÇA.
Deixamos o nosso orgulho de lado, pois uns dos maiores pecados é ele (orgulho), por várias razões como nos mostra o Salmo 59. 12 que diz assim: “Pelo pecado de sua boca, pelas palavras dos seus lábios, na sua própria soberba sejam enredados e pela abominação e mentiras que proferem”. E também o texto de Proberbios 8. 13 que diz assim: “O temor do SENHOR é odiar o mal; a soberba e a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu odeio”. Pois o orgulho foi o pecado principal de satanás. O orgulho diz: Eu posso fazer isso melhor do que Deus (Isaias 14. 12 – 14). Segundo, o orgulho leva, inevitavelmente, ao pecado de rebelião. Por levar adiante e de um jeito orgulhoso nossos planos para as nossas vidas e para a vida daqueles e daquelas ao nosso redor. Nós entramos inevitavelmente em conflito com o plano de Deus[11].
Por essas razões e circunstâncias que devemos ficar espertos dentro e fora das nossas igrejas. Não deixar que a nossa vaidade e orgulho, venham nos fazer perder o foco que é enxergar a Deus através da vida de Jesus Cristo, e enxergar a Cristo através das nossas atitudes e comportamento também. Pois quando alguém fica vaidosa ou orgulhosa, ela pensa que é auto-suficiente é a “sabe tudo”. Enquanto isso, as coisas legais do Reino de Deus são dadas aqueles e aquelas que pedem[12]. Pois se eu e você não pedimos para Deus entendimento e sabedoria, não vamos receber. Pois Jesus desafiou as normas da sociedade. Para Ele, a grandeza e o orgulho vêm do serviço, da doação de si mesmo para servir a Deus e a seus semelhantes. Servir nos mantém consciente das necessidades dos outros e nos impede de enfocar apenas as nossas. Jesus veio como servo. Por isso eu e você, que TIPO de grandeza e orgulho buscamos neste momento? Fica essa pergunta para nossa reflexão pessoal e doutrinaria. 

QUE SEJA JESUS O NOSSO MAIOR EXEMPLO DE GRANDEZA E ORGULHO.


[1] http://pt.wikipedia.org - acesso em 28 de Outubro de 2012.
[2] MATEUS, in: A BÍBLIA DE ESTUDO: aplicação pessoal. São Paulo: Casa publicadora das Assembléias de Deus, 1995.
[3] MATEUS, in: A BÍBLIA: de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2002.
[4] MATEUS, in: A BÍBLIA: de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2002.
[5] MATEUS, in: A BÍBLIA DE ESTUDO: aplicação pessoal. São Paulo: Casa publicadora das Assembléias de Deus, 1995.
[6] Http://bemfalar.com/significado/auto-analise.html  -  Acesso em 30 de Outubro de 2012.
[7] MATEUS, in: A BÍBLIA DE ESTUDO: aplicação pessoal. São Paulo: Casa publicadora das Assembléias de Deus, 1995.
[8] MATEUS, in: A BÍBLIA DE ESTUDO: aplicação pessoal. São Paulo: Casa publicadora das Assembléias de Deus, 1995.
[9] Http://bemfalar.com/significado/auto-analise.html  -  Acesso em 30 de Outubro de 2012.
[10] Http://bemfalar.com/significado/auto-analise.html  -  Acesso em 30 de Outubro de 2012.
[11] MATEUS, in: A BÍBLIA DE ESTUDO PLENITUDE: Para jovens. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2008.
[12] MATEUS, in: A BÍBLIA DE ESTUDO PLENITUDE: Para jovens. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2008.

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